4.º Dia de atividades em IES Rayuela

 

Foi o dia de visitar Toledo uma cidade antiga localizada numa colina sobre as planícies de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha, conhecida pela  «Cidade das Três Culturas». 

Esta cidade é um museu vivo, situada numa colina escarpada e rodeada pelo rio Tejo, o mais longo da Península Ibérica, com 1007 km, desde Teruel (Espanha) até Lisboa (Portugal). 

A sua história remonta à Toletum romana (conquistada em 192 a.C.) e também foi a capital visigótica, mas atingiu o seu auge durante a Idade Média, quando cristãos, muçulmanos e judeus viviam juntos em relativa harmonia.

 Era conhecida como Tulaytula ( ط ط ) durante o domínio muçulmano, que deu à cidade este traçado labiríntico único às ruas que estivemos a explorar. 

Alfonso VI reconquistou a cidade em 1085 para os cristãos. 

Foi também a capital imperial de Carlos V. 

No entanto, começou a perder influência quando Felipe II transferiu a capital para Madrid em 1561. Depois disso, Toledo ficou conhecida principalmente pelos seus conventos.

O  percurso de hoje foi:

● Puerta de Bisagra: O  grande ponto de entrada. Originalmente de origem muçulmana, foi reconstruída no século XVI e serve como porta monumental da cidade, apresentando o brasão do imperador Carlos V.

● Mezquita del Cristo de la Luz: Uma pequena, mas preciosa joia. Construída em 999 d.C., é a estrutura mourisca mais bem preservada da cidade, posteriormente convertida em capela.

● Calle Alfileritos: Uma das ruas mais charmosas de Toledo. Diz a lenda que as jovens espetavam alfinetes (alfileres) numa estátua aqui para encontrar um marido.

● Plaza de Zocodover: O coração pulsante da cidade. Este antigo mercado de cavalos árabe tem sido o centro da vida social, festivais e touradas durante séculos.

● Puente de Alcántara: Uma ponte de origem romana que oferecia a principal defesa e entrada para a cidade a partir do leste.

● Alcázar de Toledo: Esta enorme fortaleza de pedra domina o horizonte. Serviu como palácio romano, residência real e academia militar. A reforma mais importante foi realizada por Carlos V, mas depois sofreu vários incêndios e bombardeamentos.

● Catedral de Toledo: Uma obra-prima da arquitetura gótica espanhola do século XIII. O seu interior é de tirar o fôlego, abrigando obras de El Greco e um espetacular altar barroco.

● Iglesia de Santo Tomé: Uma igreja modesta que guarda um tesouro de classe mundial: a famosa pintura de El Greco, O Enterro do Conde de Orgaz.

● Sinagoga del Tránsito: Localizada no antigo bairro judeu, esta sinagoga apresenta impressionantes trabalhos em gesso mudéjar e agora abriga o Museu Sefardita.

● Monasterio de San Juan de los Reyes: Construído pelos Reis Católicos para celebrar uma vitória militar em Toro (1476), o seu claustro de dois andares é um dos mais bonitos da Espanha.


1. O Alfinete do Amor (Calle Alfileritos)

O nome «Alfileritos» vem da palavra alfiler (alfinete). Reza a lenda que mulheres solteiras ou de coração partido visitavam a estátua da Virgem Maria nesta rua e colocavam um alfinete na grade do seu santuário. Se o fizessem, a Virgem ajudá-las-ia a encontrar um pretendente ou a recuperar um amor perdido. Algumas pessoas ainda hoje espreitam pela grade para ver se conseguem encontrar algum alfinete!

2. A Sombra Misteriosa (Catedral de Toledo)

Toledo é famosa pelos seus «passeios noturnos» devido a lendas como a Calle del Hombre de Palo (Rua do Homem de Madeira), localizada mesmo ao lado da Catedral. Diz-se que o grande relojoeiro Juanelo Turriano construiu um autómato de madeira que podia andar e recolher esmolas para o ajudar quando ele caiu na pobreza.

3. O Milagre da Luz (Mezquita del Cristo de la Luz)

Quando o rei Afonso VI conquistou Toledo em 1085, o seu cavalo teria ajoelhado-se em frente a esta mesquita e recusado-se a seguir em frente. Os soldados revistaram a parede e encontraram um nicho escondido contendo uma vela que permanecia acesa há mais de 300 anos, juntamente com um crucifixo da era visigótica. Esta «luz milagrosa» foi a razão pela qual a mesquita foi renomeada.

4. O Segredo do Arquiteto (Puente de San Martín)

Reza a lenda que, quando a ponte estava quase concluída, o arquiteto percebeu que tinha cometido um erro de cálculo e que toda a estrutura desabaria assim que o andaime fosse removido. Ele confessou o seu medo à esposa. Naquela noite, durante uma forte tempestade, ela foi secretamente até a ponte e ateou fogo nos suportes de madeira. Todos culparam os raios pelo «acidente», e o arquiteto conseguiu reconstruir a ponte corretamente, salvando a sua reputação.

5. Os convidados do conde de Orgaz (Iglesia de Santo Tomé)

Ao observar a obra-prima de El Greco, preste atenção a um menino no canto inferior esquerdo apontando para a cena. Esse é o filho de El Greco, Jorge Manuel. Além disso, se você olhar atentamente para os «enlutados», verá que El Greco pintou a si mesmo entre eles — ele é aquele que está olhando diretamente para o observador!


Texto preparado pelo nosso guia, professor de História, Jaime da escola IES Rayuela.


















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